segunda-feira, 27 de junho de 2016

Supermãe, leoa, polvo e zumbi

Tornar-se mãe muda tudo, né? A gente vai para o hospital com um bebê dentro da barriga e volta de lá com ele nos braços. 
A sensação de trazer à luz um serzinho tão puro e inocente é maravilhosa! Nos sentimos poderosas, uma força que não conhecíamos desperta dentro de nós. 
Nosso lado mais primitivo aparece, nos tornamos verdadeiras leoas dispostas a tudo para proteger nossa cria. Ai de quem tentar tirá-los de perto da gente!
Muitas mulheres aceitam ajuda para cuidar da casa, da comida, mas da cria, preferem cuidar sozinhas.
Começam a fazer tudo o tempo todo (despertam o lado polvo, com vários braços rsrs), praticamente não dormem e, mesmo quando adormecem, acordam de sobressalto e correm pro berço, para ver se o bebê está mesmo respirando.
Tudo o que importa no mundo é o seu bebê.
Não importa se está andando por aí feito um zumbi - com olheiras profundas, despenteadas, roupas rasgadas - o que importa é o bem estar do seu filho. Esse sim está sempre lindo e cheirosinho.

imagem do Google

Esse tipo de comportamento é super comum. Se você não se encaixa nele, com certeza conhece alguém que sim.
Na minha opinião é algo instintivo mesmo e super compreensível, afinal, como eu disse no início, ser mãe muda tudo.
Mas durante quanto tempo podemos esquecer de nós, dos maridos, amigos, familiares, enfim, de tudo que éramos e fazíamos antes de sermos mães?
Não sei quem inventou o resguardo, mas temos que agradecê-lo demais! 40 dias preciosos para sermos leoas, polvos, zumbis e todo mundo entender! Sempre que algo novo acontece, levamos um tempo para encaixar tudo no lugar mesmo.
Esse período é fundamental para aprendermos a ser mães, para nosso corpo se adaptar a não ter um outro ser dentro dele, e para voltarmos aos poucos a ser mulheres (e não só mães) também. Poder ficar em abstinência sexual durante o resguardo é até um alívio, já que nosso corpo está passando por tantas mudanças e a maioria de nós não sente atração nenhuma pelo sexo nesses dias.
Passado esse período, precisamos voltar à "vida". 
É lindo ver uma mãe dedicada, abnegada, que dá conta de tudo sozinha, uma supermãe!! Mas é mais lindo ainda ver uma mulher feliz.
É impossível sermos felizes tendo apenas uma parte da nossa vida preenchida - no caso a maternidade. É preciso cuidarmos dos outros aspectos também.
Cada uma de nós é única e reage diferente a cada estímulo ou obstáculo. Mas todas nós somos capazes de alcançar nossos objetivos.
Se seu filhos já está grandinho, mas você ainda está vivendo como no período do resguardo, você precisa mudar.
Filhos são bênçãos e não cruzes para você carregar em constante penitência!
Comece a usar um pouco dessa dedicação toda, com você mesma. 
Cuide da sua aparência, procure fazer alguma atividade que lhe dê prazer, saia com as amigas, volte a namorar (não precisa trocar de marido pra isso rsrs), leia, estude um assunto que lhe interessa, enfim: viva!
Eu sei que não é fácil. A tentação de passar o dia de pijama correndo atrás da cria, é grande. Mas acredite, isso não vai te trazer nada de bom.
Comece hoje, um pouquinho de cada vez, a construir a mulher que você quer ser. Você não chegou ao ponto em que está da noite pro dia, e não é da noite pro dia que tudo irá mudar. Mas comece. Logo você colherá os frutos dessa mudança.
Não tenha vergonha de pedir ajuda. Peça ao marido, mãe, sogra, amiga...pessoas que gostam de você e querem te ver bem.
E não pense (nem deixe ninguém falar isso) que seu filho te amará menos por você não se dedicar à ele 24h por dia, nem que você não será uma boa mãe por separar pelo menos 1 hora do seu dia pra você. 
Muito pelo contrário. Quando você se sentir bem consigo mesma, tudo ao seu redor fluirá melhor.
Tenho certeza de que você consegue!!

Super beijo,

Alyne

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