segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Nossa história de amor - parte 9

Assim que eu estava legalmente solteira, começamos a pensar nos preparativos para nos casarmos.
A primeira coisa que precisávamos decidir era aonde iríamos morar.
Sabia que teria que vir para perto do trabalho do Edu, então comecei a mandar currículos para Barueri e região. Mas e a casa?
Combinamos de ir a várias imobiliárias, procurar uma casa para alugarmos. Comprar algo estava totalmente fora dos nossos planos.
Vim vários dias para cá, visitamos muitas casas, mas nenhuma nos agradou. A maioria era muito velha e as melhorzinhas, estavam muito acima do nosso orçamento.
Como eu contei no começo da nossa história, o Edu havia sido noivo por 7 anos e chegou a comprar um apartamento, mas nunca morou lá. Ele estava alugado e ficava numa cidade vizinha à Barueri, chamada Jandira.
Ele me levou para conhecer o condomínio, mas a primeira impressão não foi das melhores. Tinha cerca de 40 prédios, todos de 4 andares, sem elevador, sem playground, longe de tudo, num bairro com casas sem acabamento e perto de um cemitério!
Era tudo bem diferente do que a gente desejava, mas fazendo as contas, aquele apartamento era a melhor opção. Não precisaríamos pagar aluguel e assim não viveríamos tão apertados.
Como ele estava alugado, não olhei por dentro, mas ele disse que faríamos uma pequena reforma. Concordei e ele comunicou o inquilino para desocupar.
O inquilino pediu uns dias, enquanto isso demos entrada nos papéis para o casamento no civil.
Desde o começo do nosso namoro, eu não fazia questão de casar no "papel". Depois que a gente casa uma vez, entende que não são as formalidades que garantem o sucesso do relacionamento…Na verdade acho até que eu tinha medo de passar por um divórcio novamente. Mas o Edu queria, então vamos lá!
Demos entrada no final de junho, após sair a averbação na minha certidão de nascimento. De inicio pensamos em nos casar em julho, mas o calendário não batia. Precisava ser um sábado em que ele não fosse trabalhar, marcamos então para 13 de Agosto.
Assim que o inquilino desocupou, fui conhecer o apartamento e adorei!
Ele estava bem judiado, precisava pintar, arrumar uns pisos soltos, mas era bem dividido, parecia amplo, apesar de ter apenas 56 mt2. Já imaginei ele todo arrumadinho e me animei, afinal, a gente estaria junto! Isso era o que mais importava!!
No dia 1 de julho, fomos comprar os móveis para nosso futuro lar.
O Edu conseguiu fazer um acordo na empresa e sacar o fundo de garantia. Teríamos tudo novinho!!
Levamos a planta até o Interlar Aricanduva, um shopping só de lojas de móveis e coisas para casa. A gente não tinha noção de preço de nada! Entrávamos e saíamos das lojas com orçamentos, achando tudo caro. O legal da gente ter gosto parecido, é que nós dois imaginávamos a mesma coisa. Pensamos em comprar os móveis escuros, na cor tabaco, sofá creme e armário da cozinha branco. Como pagamos à vista, conseguimos pechinchar bastante e comprar tudo bonito e barato.
Compramos todos os móveis numa mesma loja. O quarto do Vi teria uma cama auxiliar, para quando os filhos dele viessem dormir com a gente. Deu para comprar tudo, faltava só os eletrodomésticos, porque nessa loja não vendia.
No outro final de semana, fomos até a cidade de Suzano, onde tinha uma ponta de estoque só de eletro. Era um galpão bem grande, se não me engano, o nome da loja era Kolombus, algo assim. Conseguimos comprar tudo novo, num ótimo preço. A única coisa é que não vinham nas caixas, mas tinha garantia normal. 
Imaginem nossa ansiedade!!! Em breve estaríamos vivendo sob o mesmo teto, e estávamos conseguindo deixar tudo com a nossa cara.
Até agora estava tudo dando certo! Já tínhamos um lugar pra morar, móveis novos, era só esperar o dia e ir ao cartório.
Faltando uns 20 dias para o casamento no civil, meu pai conversou comigo, falou que deveríamos casar no religioso também, afinal, o Edu nunca tinha casado. Fiquei balançada…pensando se por causa do que tinha acontecido comigo, estava tirando dele o sonho de me ver de noiva e de casar "certinho".
Acontece que para eu casar novamente na igreja, eu precisava ter sido "vítima" adultério, mas não foi o caso e eu não mentiria para conseguir isso. Meu pai conversou com o pastor, e ele concordou em realizar a cerimônia religiosa, mas teria que ser fora da igreja. Falei com o Edu e ele ficou super feliz.
Então tudo mudou!! O casamento do dia 13, passou para o dia 14, um domingo. E o que seria somente no civil, agora seria também religioso. Faríamos tudo junto, na chácara dos meus pais.
Enquanto isso, a reforma acabou e o apê ficou lindo! Precisei ir diversas vezes para lá, esperar as entregas e a montagem de tudo, além de várias entrevistas de emprego. Nos nossos planos, eu trabalharia meio período, enquanto isso o Victor iria para uma escolinha. Estava quase tudo certo para eu trabalhar como coordenadora numa escola de inglês.
O dia do casamento estava chegando. O dinheiro que o Edu havia recebido, já tínhamos gastado tudo no apartamento, precisamos fazer um verdadeiro mutirão para a festa sair!!!


* continua



*Foto da internet para mostrar o apartamento onde fomos morar. Era no 3 andar.


Alyne Landim 


6 comentários:

  1. Nossa to amando, louca pra ver a continuação!

    ResponderExcluir
  2. Amando... mas vc falo que so vai ate a parte 10 haaaa e depois de casada, ea vida nova e a isa como foi planejada tem que continua kkkkk

    ResponderExcluir
  3. Curtindo acompanhar sua história!! Bju

    ResponderExcluir
  4. Curtindo acompanhar sua história!! Bju

    ResponderExcluir

Adoraria saber sua opiniāo! Escreva aqui!