sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Nossa história de amor - parte 8

Na parte 6, eu disse que estava começando a fazer minhas próprias escolhas, baseadas naquilo que meu coração me dizia e não mais influenciada pelo que quer que fosse.
Durante os seis primeiros meses de namoro (já estávamos noivos), o Edu só ia me ver uma vez por semana. Ele gastava muito com gasolina e também com os nossos passeios.
Mas a vontade de ficar junto era tão grande, que sugeri então que ele fosse todo sábado, dormisse lá e voltasse para Barueri no domingo. Assim não aumentaria seu gasto e nos veríamos dois dias.
Para que isso fosse possível, ele dormiria na minha cama, eu e meu filho dormiríamos com minha mãe no quarto dela e meu pai dormiria na sala. Todo mundo concordou.
Quando já estávamos em 2004, mais de um ano juntos, passamos a dormir no mesmo quarto.
Foi um verdadeiro escândalo! Vou contar como foi.
Àquela altura do namoro, era óbvio que a gente fazia bem mais do que andar de mãos dadas, né? Mas devido a criação religiosa que eu tive, sexo era um assunto que ninguém falava abertamente. 
Desde que o Edu começou a dormir em casa, a gente revezava os passeios: um dia só nós dois e no outro, com meu filho. Aproveitávamos o dia que o pai dele buscava, para sair e namorar sozinhos. No outro, escolhíamos um passeio em família. Mas nunca havíamos passado uma noite juntos, já que dormíamos em quartos separados.
Um dia, fomos para um show com meu irmãozinho e minha cunhada. Era um show do Edson e Hudson, no Vila Country e fomos no carro do meu irmão. Acabou bem tarde e até chegarmos em casa, acredito que já passava das 2h da manhã. Quando chegamos, nossos pais já estavam dormindo. 
Meu irmão morava lá também, havia se casado há alguns meses e como minha sobrinha nasceu, ficaram lá para economizar até comprarem seu apartamento.
Eles foram para o quarto deles e nós fomos para o meu.
O Victor estava no berço dormindo, ao lado, grudada no berço, ficava a minha cama de solteiro. Na verdade era uma cama box e eu colocava mais um colchão, para ficar na altura boa para o Vi descer do berço.
Tirei esse colchão de cima e coloquei no chão para o Edu dormir. Deitei na cama, ao lado do vi e dormi também. Detalhe: deixei a porta aberta. Sim, porque meu pai poderia acordar de madrugada e fazer um escândalo, nunca se sabe rsrsrs
Pela manhã, expliquei o que tinha acontecido e meu pai falou que achou que a gente nem ia voltar.
Ahhh…..estava ficando moderninho ele, hein?!
Menos mal!
Passamos então a dormir no mesmo quarto, mas com a porta aberta, deixando claro que estávamos apenas dormindo.
Mas logo minha avó viu, um tio comentou, mais alguém também falou…e eu fui logo cortando a graça de todo mundo e perguntei se eles queriam que eu bancasse a virgem com um filho nos braços!
Todo mundo então entendeu que era melhor cuidarem das suas vidas e eu passei a fechar a porta.
Eu trabalhava nessa época o dia todo. Dava aulas substitutas na escola onde havia feito o colegial e também alugava a chácara da minha mãe para eventos. Passei a estudar a noite, último ano da faculdade, também não precisando frequentar todos os dias. 
Com o dinheiro que eu ganhava, comprava as coisas para meu filho, ajudava nas despesas da casa dos meus pais e pagava a minha faculdade.
Ajudava também aos finais de semana à noite, quando tinha festa. Fazia decoração, comidas, bolos, servia mesa e limpava tudo depois. 
Era assim que eu conseguia sustentar a mim e ao meu filho.
Enquanto namorávamos, o Edu pagava as contas dos nossos passeios, só isso. Tudo que eu e meu filho precisássemos, eu que comprava.
Fizemos muitos passeios e algumas viagens durante nosso namoro, sempre nós três juntos. A gente era muito parecido! 
De cara, o mais improvável: nós dois somos canhotos! Mas nenhum dos nossos filhos puxou isso rsrsr
A gente gostava de comer as mesmas coisas, ouvir as mesmas músicas, ver os mesmos filmes. Claro que isso é um sintoma da paixão, com o tempo a gente vai ficando mais íntimo e começa a mostrar as nossas vontades. Descobri que ele gosta mesmo é de rap e eu de música romântica sertaneja rsrs mas respeitamos nossas diferenças.
Vivemos assim durante 2 anos e meio de namoro. Enfrentamos a distância, aperto financeiro, preconceito por sermos de religiões e estilos diferentes…mas nosso amor resistiu.
E assim que eu estava livre, pudemos começar a tornar realidade os nossos planos.

* continua….






Alyne Landim



7 comentários:

  1. Sua história da um filme, Estou adorando ler..nossa muito bacana da sua parte dividir isso conosco..

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  2. Sua história da um filme, Estou adorando ler..nossa muito bacana da sua parte dividir isso conosco..

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  3. Ai Ly que delícia tá sendo ler esse romance viu... amandooo. Bjsss

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  4. Ai Ly que delícia tá sendo ler esse romance viu... amandooo. Bjsss

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  5. Estou super anciosa pra ler a parte 9!!! Bjos

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  6. Que história linda, estou mamando acompanhar.... Ansiosa pra próxima parte!!! Bjos

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  7. Que história linda, estou mamando acompanhar.... Ansiosa pra próxima parte!!! Bjos

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