terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Nossa história de amor - parte 6

Depois daquele dia no parque, realmente assumimos o nosso namoro.
Eu torcia para que tudo desse certo, porque ele era tão bom que parecia mentira!
Como eu ainda era da igreja, o próximo passo seria "convertê-lo", aí sim tudo ficaria perfeito!!
Cresci acreditando que deveria casar com alguém da minha igreja. Mesmo tendo feito isso e dado errado, eu continuava achando que isso era indispensável.
O convidei para ir ao culto e ele aceitou. Teve que madrugar, porque o culto começava às 10:00h e ele morava há mais de uma hora de distância. Mesmo assim ele não reclamou.
Eu estava ansiosa! Já o havia apresentado à minha família, ao meu filho e agora, seria a vez da minha igreja, comunidade a qual frequentei a maior parte da minha vida.
Eu cheguei antes das 9:00h na igreja, porque antes do culto tem a escola sabatina. Fiquei atenta ao relógio e quando ele se aproximou das 10, já fui lá fora ficar de olho.
As pessoas costumam ir com roupas sociais para o culto. Vestem suas melhores roupas, arrumam o cabelo, enfim, é um verdadeiro evento semanal. Para mim, que estava acostumada a isso era normal, mas imaginem para uma pessoa que se dizia católico, mas que na verdade não sabia nem o que era o Calvário!
Avistei o carro dele. Fiz sinal dizendo onde ele poderia estacionar e fui o encontrar.
Ele estava lindo, mas bem distante do padrão da igreja. 
Eu não me importei! Sério! Eu estava tão feliz em vê-lo ali, que mesmo ele estando com um visual sertanejo universitário (com direito a cabelo arrepiado e tudo) eu vibrei!
Peguei em sua mão e fomos caminhando para o culto. Meus pais haviam guardado lugar pra gente.
Eu estava orgulhosa, querendo mostrar à todos que Deus havia mandado esse homem maravilhoso pra mim!!
Assim que o viu, meu filho já estendeu os bracinhos!
Sentamos e aguardamos o culto começar.
Conforme o culto acontecia, comecei a notar os olhares, os cochichos…Todo mundo queria saber quem ele era, de onde havia saído aquela figura. Mas ninguém lhe deu boas vindas.
Eu sempre me incomodei com o fato de pertencer a uma igreja pouco calorosa com estranhos. Vez ou outra os pastores comentavam sobre isso…mas dessa vez, eu havia visto com meus próprios olhos, o que é ser um estranho no ninho.
O culto terminou, fomos para a casa dos meus pais almoçar e decidir o que faríamos no restante do dia.
Tentei não dar importância ao tratamento que lhe ofereceram, afinal, importava mesmo era que ele conhecesse Jesus.
Combinamos que sempre que ele pudesse, iria com a gente na igreja.
Ele foi várias outras vezes…e sempre foi igual.
Combinamos também, que sempre que ele viesse e meu filho estivesse em casa, sairíamos os três juntos. Só sairíamos sozinhos, se ele tivesse ido passear com o pai.
Ao mesmo tempo que nosso namoro se fortalecia, eu fui amadurecendo. 
Em grande parte também devo às aulas de psicologia, que estavam abrindo a minha mente para um mundo completamente diferente do que eu conhecia.
Como casei muito cedo, faltando menos de dois meses para completar 20 anos, eu não havia ainda cortado o "cordão umbilical". Meus pais continuavam exercendo enorme influência sobre mim e minhas decisões. Eu sentia uma necessidade imensa de agradá-los e obedecê-los, mesmo que isso fosse diferente daquilo que eu queria fazer.
Passei a entender que precisava tomar as rédeas da minha vida e lutar pelas coisas que sentia e acreditava.
Passava horas e horas conversando com o Eduardo. E quanto mais a gente se conhecia, mais eu me impressionava com seu jeito e principalmente, o amor que ele tinha pelo meu filho.
Com apenas três meses de namoro, nós decidimos ficar noivos. Assumimos assim, perante todos, que realmente o "negócio" era sério.
Depois disso, precisei enfrentar um novo (velho) obstáculo: meu ex-marido.

*Continua…


7 comentários:

  1. Boa noite Alyne, sua história de vida é muito bonita. Uma inspiração para quem acabou um relacionamento e acha que não terá um novo amor.

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  2. Infelizmente as pessoas são muito taxativas na adventista ... Pregam EGW demais e esquecem do amor que Jesus deixou como exemplo
    Mas q bom q a vida segue e a sua historia tbm rsrsrs

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  3. Adorando RS vc não casou cedo eu sim casei aos 16 RS bju

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  4. Adorando RS vc não casou cedo eu sim casei aos 16 RS bju

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  5. Alyne, estou adorando ler sua história, é muito linda e emocionante!

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