segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Nossa história de amor - parte 5

Combinamos de nos ver no próximo final de semana, dessa vez, meu filho estaria presente. Esta seria a prova de fogo, porque se eu não sentisse algo positivo, não faria sentido continuar com esse namoro.
Meu filho estava com 1 ano e 3 meses, já falava algumas palavras e era um bebê muito sociável. Ria com muita facilidade, gostava de brincar, mas não ia no colo de qualquer um. Quando alguém que ele não queria tentava pegá-lo, ele se inclinava pra trás no meu colo e eu logo avisava que ele não gostava muito de ir com outra pessoa. Isso acontecia muito na igreja. Ele era um bebê muito bonito e bem gordinho, o típico "bebê Johnson's". Então todo mundo queria pegar, apertar, essas coisas. Mas eu sempre ficava muito atenta aos seus sinais, jamais deixava alguém pegá-lo contra a sua vontade.
Eu estava muito ansiosa para esse encontro! Como seria, onde seria, como os dois iriam se comportar… Eu não fazia ideia de nada! Torcia pelo melhor, mas ao mesmo tempo, tentava me manter neutra, para poder captar cada detalhe.
Ouvi uma buzina no portão, era ele. Saí sozinha para abrir e enquanto ele estacionava, fui lá dentro buscar meu filho.
Meu coração batia forte enquanto ele caminhava na nossa direção.
Ele chegou e antes de me beijar, já olhou para meu filho e falou: "oi, Vi!". Meu filho sorriu, ele me deu um "selinho" e entramos.
Tínhamos acabado de almoçar, minha família ainda estava na sala. Todos o cumprimentaram, falaram alguma coisa rápida e ele virou pra mim e perguntou se ali perto tinha algum parque de diversões.
Eu respondi que tinha sim, porquê? Ele respondeu que tinha pensado em sairmos os três juntos e irmos num parque. 
concordei e disse que iria até o quarto pegar a bolsa com as coisas dele.
Tenho que abrir um parênteses aqui. Meu filho era alucinado em parques! Seja esses de shopping's ou os de rua. Desde os 7 meses, tenho foto dele em carrinhos, com aquelas bolas enormes…sempre gostou de luz e som, adorava gargalhar e ver as outras crianças maiores brincando. Então, mesmo sem saber disso, o Edu acertou em cheio no programa!
Sentei no banco de trás do carro dele com o Vi e lá fomos nós.
O parque era bem próximo, acho que não era nem 10 minutos de distância.
Chegando lá, meu filho já abriu o sorriso, começou a apontar para os brinquedos, balbuciar algumas palavras e querer brincar.
O Eduardo foi na bilheteria comprar ingressos para os brinquedos e o Vi não tirava os olhos das bolas (aquelas que ganhamos quando acertamos o alvo ou as argolas). Ele percebeu e foi jogar pra ver se ganhava uma pra ele. Adivinhem? Ganhou!!
Meu coração já ficou feliz, porque eu não falei nada. Ele percebeu e tomou atitude, isso foi lindo.
Como falei, meu filho falava algumas palavras, inclusive "bola". Continuamos a andar pelo parque e eu percebi que ele estava tentando falar "Edu", que é como sempre chamei o Eduardo. Até então, ele esteve no meu colo o tempo todo.
Chegamos na roda gigante. 
Eu não queria ir porque tinha medo de por algum motivo soltar meu filho e ele cair. Eu tinha pavor de não conseguir segurá-lo em situações perigosas… Por exemplo, todas as vacinas que ele tomou, meu pai foi comigo e o segurou. Eu simplesmente travava nessas horas.
Mas ele ficava apontando dizendo "roda", "qué" e eu tentando convencê-lo a ir em outro brinquedo. 
O Edu perguntou se eu queria que ele o levasse, que ele iria segurar direitinho, que não tinha perigo…virou-se pro Vi e perguntou: "Quer ir comigo?"
Nesse momento o Vi estendeu os bracinhos e foi pro colo dele!
Nem acreditei! Ele realmente foi!
Fiquei lá embaixo, olhando pra cima, segurando a bola e atenta à tudo!
O Edu segurou direitinho mesmo, firme, sem demonstrar nenhum medo.
Depois que desceram, meu filho não quis voltar pro meu colo, continuou no dele e tentando falar "Edu". Ele fazia força e saía "Duuuu"! Pra mim foi um sinal claro de que tinha gostado dele.
Como mãe, antes de procurar alguém pra me amar, eu queria alguém que amasse o meu filho. Jamais teria um relacionamento com alguém que demonstrasse qualquer coisa negativa em relação ao meu filho.
Fomos pra casa, nos despedimos e eu fiquei refletindo sobre os acontecimentos daquele dia.
Quando eu me separei, faltava apenas uma semana para o aniversário de 1 aninho do meu filho. Foi um golpe muito forte! Uma separação que nem eu, nem ninguém esperava. Uma decisão unilateral do meu ex, que simplesmente pegou suas coisas, foi embora e me comunicou por telefone. Desde então, estávamos morando num cômodo embaixo da casa dos meus pais.
Nos três primeiros dias, chorei muito. Eu não entendia porque aquilo estava acontecendo comigo, o que fiz pra merecer algo assim e o que seria da vida do meu filho, crescendo sem pai. Lembro que quando decidi não mais chorar e seguir em frente, passei a orar e pedir à Deus que me enviasse alguém que me ajudasse a criá-lo, alguém que fosse um bom exemplo pra ele e que o amasse mais que a mim mesma.
Após esse passeio, entendi que Deus havia ouvido a minha oração.

* continua 

Vi e Edu, Outubro 2003.


Alyne Landim

18 comentários:

  1. Linda sua história, chorei aqui. Filho é tudo né?!

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  2. Linda sua história, chorei aqui. Filho é tudo né?!

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  3. Ai Alyne, meu olhos marejaram. Sou casada há 11 anos e temos um filho de 3 anos, mas consegui imaginar a angústia de não saber como dar um bom modelo paterno. Bons pais (não biológicos) existem e a sua história nos faz lembrar disso.

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  4. Oi Alyne, estou acompanhando sua história e não consegui não me emocionar!
    Você é merecedora de tudo, pois em nenhum momento retrocedeu.
    Parabéns

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  5. A cada parte da história me surpreendo mais e fico mais admirada. Da arrepios você faz nos sentirmos partes ali da história! !! Amei Alyne estou ansiosa acompanhando. Fico feliz quando acompanho alguém que consiga me fazer ver a vida com outros olhos! Obrigada por me deixar fazer parte do seu dia a dia e abrir a porta do seu lar pra todas nós.

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  6. Ao longo do dia me pego pensando em sua história e tentando imaginar o próximo capítulo, mas ao ler acabo me surpreendendo. Deus é maravilhoso e com vc ele não foi diferente! Ansiosa pra continuar a leitura...rs

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  7. Ao longo do dia me pego pensando em sua história e tentando imaginar o próximo capítulo, mas ao ler acabo me surpreendendo. Deus é maravilhoso e com vc ele não foi diferente! Ansiosa pra continuar a leitura...rs

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  8. Q linda história! Lembra mto a minha! Fiquei sete anos sozinha depois da separação! Um filho de 5 anos! Casei novamente e eu e meu atual marido nos conhecíamos desde a adolescência mas nunca namoramos. Eu separada com um filho de onze anos e ele viúvo com dois filhos, 11 e 4 anos! Juntamos nossas escovas e filhos e hj temos uma princesa de 11 anos. Os meninos estão com 25,25 e 18. Meus enteados me chamam de mãe!

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  9. Acabei de ler os 5 capítulos!! Anciosa pelo 6° ....linda sua história, emocionada como Deus faz as coisas!! Bjuu

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  10. Ai curiosa pelo próximo capitulo,muito linda sua historia.

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  11. Ai Alyne parece que estou lendo um livro fico me imaginando na história como se eu fosse vc.estou amando

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  12. Oi Alyne!!! Dessa vez não contive as lágrimas😭😭 ansiosa pela próxima parte rsrs bjs!

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  13. Oi Alyne!!! Dessa vez não contive as lágrimas😭😭 ansiosa pela próxima parte rsrs bjs!

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  14. Chorei...emocionante sua historia Lyne!!!

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