domingo, 6 de dezembro de 2015

Nossa história de amor - parte 4

Eu estava bem indecisa se continuaria com ele ou não.
Àquela altura, tínhamos mais coisas contra do que a favor de algum relacionamento amoroso.
Minha prioridade era meu filho, a faculdade e o trabalho. 
Quando engravidei, eu estava no último ano da faculdade. Como fiquei dois anos afastada, o currículo mudou e o curso que era de três anos, aumentou para quatro. Por causa disso, tive que fazer algumas adaptações e deixar de cursar outras. Minha grade era diferente das outras alunas, não tinha aula todos os dias e mesmo quando tinha aula, não eram todas. Pra mim isso foi ótimo, porque eu poderia me organizar melhor com meu filho e com o trabalho. Normalmente saía de casa após ele acordar, deixava ele arrumadinho e já com a barriguinha cheia. Quando eu voltava, estava perto da hora da gente almoçar. O restante do dia, ficávamos juntos, já que eu trabalhava lá mesmo, ajudando a administrar os negócios dos meus pais. Tenho que salientar que sem eles, com absoluta certeza, todo esse processo teria sido muito mais doloroso e difícil pra mim. Talvez até impossível!
Resumo do Post
Restante do Post
Como eu não tinha telefone celular, só falava com o Edu por telefone à noite ou então por e-mail. Nessas horas, tudo ficava bem, era muito gostoso conversar com ele, ouvir sobre o seu dia, contar sobre o meu... Mas no restante do dia, era bem difícil.
Eu tinha muito receio de como seria, tinha também toda uma pressão da igreja e alguns familiares, para que eu tentasse retomar meu casamento. Cheguei a ouvir de uma parente, que se um dia ele estive num barco afundando, junto com meu filho e o filho dele, e ele só pudesse salvar um, com certeza deixaria meu filho morrer!!! Pra piorar, tecnicamente eu ainda era casada e meu ex-marido havia resolvido não assinar mais o divórcio.
Combinamos mais um encontro. Dessa vez foi no shopping West Plaza. Conversamos bastante, ele contou sobre sua vida, seus planos, porque queria casar e porque sabia que seria comigo.
Ele tinha sido pai aos 21 anos e depois aos 29, ambos com meninas que ele teve  relacionamentos rápidos. Mas havia ficado noivo por sete anos (no intervalo entre um filho e outro). Com essa noiva ele chegou a comprar um apartamento para casar, mas desistiu. 
Conforme ele ia contando, mais afinidades íamos vendo. Eu também havia ficado quase 7 anos com o pai do meu filho, entre namoro, noivado e casamento.
Nós dois vínhamos de relacionamentos onde nossos parceiros haviam nos "desiludido". Nós dois queríamos construir uma família sólida, diferente das que conhecíamos.
Nesse dia, uma das coisas que ele me disse, foi que no nosso primeiro encontro (quando fui embora e ele ficou me olhando) ficou surpreso com minha atitude. Ele estava acostumado a sair com mulheres que conhecia pela internet ou na cidade dele e, todas elas "esticavam" o encontro. Entenderam?? Eu fui a primeira que não cedeu às tentações logo rsrs Isso porque eu tinha me achado moderninha demais por beijá-lo no primeiro encontro rsrsrs Ele me disse que isso fez com que ele realmente achasse que eu era diferente.
Ele me levou pra casa, mas não o convidei para entrar.
Novamente a semana passou, já estávamos nessa história há 1 mês e meio, entre o virtual e o real. Achei que já era hora de apresentá-lo à minha família.
Combinamos um almoço em casa. Marquei para um dia em que meu filho estaria com o pai, porque queria que os adultos o conhecessem primeiro. 
Fui para a cozinha e caprichei no cardápio. Na minha cabeça, estaríamos nós dois e meus pais, mas como vocês podem imaginar, só faltou os cachorros à mesa!
Arrumei tudo como se eu fosse uma chef de cozinha rsrs Até uma sobremesa que levou mais de 20 horas pra ficar pronta!!
Mesa posta, meus pais, irmãos, cunhadas, avós… Todo mundo esperando e ele super atrasado!
Que agonia!!!
Mas vocês nem imaginam o motivo do atraso: eu passei as instruções para chegar em casa errada! Simplesmente troquei a Rodovia Ayrton Senna pela Presidente Dutra!! Ele foi bater lá "lonjão"!! Coitado! Ainda bem que percebeu, se informou e conseguiu achar.
Como eu já disse, ele é tímido. Então já sabem que ficou super sem graça ao entrar e ver aquela galera toda esperando. 
Tentei descontrair o máximo possível, assim sentamos, almoçamos e correu tudo bem. 
Tem um detalhe, até esse dia, ele não tinha me pedido em namoro. Simplesmente fomos ficando, ficando e ficando. Eu até preferi, porque seria mais fácil para desapegar se fosse preciso.
Ocorre que todos os namorados que tive, meu pai fazia eu levá-los em casa e ele tinham que pedir autorização para namorar comigo. Eu sei que parece coisa do século passado (e é) mas fui educada assim. Normalmente eu combinava antes com eles, avisando. Mas neste caso era diferente! Eu não era mais uma adolescente, já tinha sido casada, não era uma donzela que meu pai deveria proteger a honra.
Eu fingi que não vi os olhares do meu pai perguntando: "e aí? não vai pedir autorização?".
Todo mundo conversou e pareceu gostar dele. Ele também pareceu gostar de todo mundo e assim passamos a tarde conversando.
Depois desse dia, achei que ele realmente era legal e queria algo sério. Resolvi investir e realmente acreditar que iríamos casar e ser "feliz para sempre!"
O próximo passo seria apresentá-lo ao meu filho e ficar atenta a todos os detalhes. Esse encontro seria pra mim, a hora da verdade!

* continua...


Eu no início do nosso namoro, Abril 2003.

Alyne Landim

4 comentários:

  1. Nossa muito linda sua historia de amor! Estou adorandoooooo....

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  2. ansiosa me define agora ... amando cada detalhe , super feliz por vcs bjim docim

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  3. Linda história de amor Alyne! !!

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