terça-feira, 10 de novembro de 2015

Tesouro direto: principais dúvidas

Olá meninas!
Separei as principais dúvidas que pequenos investidores possuem sobre o “Tesouro Direto” e selecionei’  as 4 que entendi serem mais importantes:


fonte: site viver de investimentos



1) Existe algum risco de o governo dar “calote” e não pagar os títulos?

Riscos sempre existem em todo e qualquer tipo de investimento. Entretanto, o Tesouro Direto tem o menor risco que você pode correr hoje, no Brasil, considerando as opções de investimentos existentes aqui. Os títulos do governo são menos arriscados que aplicações tradicionais como um CDB oferecido pelo seu banco. Apesar de a economia brasileira estar em um momento delicado agora, tem uma posição muito sólida em termos de reservas financeiras.


2) Por que seria mais interessante investir no Tesouro Direto (Tesouro Selic) do que em LCI ou LCA, que não têm incidência do Imposto de Renda?

Isso mesmo, o imposto de renda é zerado para essas duas aplicações (LCI e LCA). A principal diferença entre elas e o título do Tesouro é a exigência de um valor maior de dinheiro para começar.

Antes de continuar, explicamos que LCI e LCA são letras de crédito: Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). São títulos privados de renda fixa, lastreados em crédito do mercado imobiliário e do mercado agrícola, respectivamente. São produtos conservadores de baixo risco que reúnem vantagens financeiras e tributárias, como é o caso da isenção do IR.

Geralmente, as corretoras e os bancos de médio e pequeno portes exigem um aporte inicial superior a R$ 30 mil e estabelecem um prazo mais longo para permanência na aplicação.

É possível conseguir LCI e LCA que oferecem liquidez diária. Ou seja, você pode resgatar seu dinheiro qualquer dia. Em contrapartida, as taxas de retorno são menores nestes casos.

No Tesouro Direto, o fato de as datas de vencimentos serem longas não significa que você tem que deixar o dinheiro até vencer. Em um título Tesouro Selic, por exemplo, você pode vender a qualquer momento sem o risco de ter uma variação negativa. Quanto mais longo o título (ou seja, quanto mais distante a data de vencimento), melhor.

Alem disso, o Tesouro dá a possibilidade de investir em títulos prefixados e indexados à inflação. Depois de um tempo, você vai começar a diversificar sua carteira de investimentos. Em geral, as carteiras de nossos clientes são compostas tanto por Tesouro Selic e outros títulos do governo, indexados à inflação, como por LCA e LCI.

Nossos clientes costumam deixar algum dinheiro no banco para o caso de precisarem para uso imediato. Esse “caixa" pode estar nos chamados CDBs, que são aplicações oferecidas pelo banco também indexadas à Selic, assim como o Tesouro Selic.


3) Todos os títulos do Tesouro Direto têm vencimentos de longo prazo, certo? Se eu quiser liquidar o investimento em 12 meses, ainda vale a pena?

Sim, ainda vale a pena. Se você tem a perspectiva de que vai precisar do dinheiro em até 12 meses, procure um título que tenha um vencimento que case com essa data. Na falta dessa opção, invista em um Tesouro Selic (LFT), que continua valendo a pena para o resgate antecipado mesmo com o imposto de renda.

Após 180 dias, o imposto cai de 22,5% para 20%. Caso você puder esperar mais do que dois anos, vai pagar a alíquota mínima, que é 15%.

No caso de resgate de dinheiro antes da data de vencimento, você certamente não terá todo o rendimento esperado. Mesmo assim, terá um bom retorno no Tesouro.

O Tesouro Direto é uma excelente opção para quem quer investir periodicamente, mas não dispõe de grande volume inicial. Diferentemente do banco, que é sensível ao volume de dinheiro e trata melhor os clientes mais ricos, colocando-os em categorias diferenciadas, o Tesouro Direto não discrimina as pessoas.

Um PS: Lembre-se também que o governo vende diversos títulos, e escolhe para colocar no Tesouro Direto os que avalia que são os melhores para a pessoa física. O de 2035, por exemplo, pode ser uma excelente poupança para o seu filho.


4) Uma corretora é mais confiável que um banco?

Não. Hoje, a corretora do banco e a corretora independente passam por uma série de auditorias internas e externas. As externas são lideradas pela própria bolsa de valores, a BM&F Bovespa. Se a corretora não cumprir as exigências operacionais, de sistemas, entre outras, pode ter que fechar suas portas. Portanto, dadas as exigências regulatórias, não existe qualquer diferença entre uma corretora e um banco.

A preocupação da bolsa é gigantesca em relação a isso, pois é de interesse da BM&F Bovespa que mais pessoas se tornem investidoras no país.

A diferença é que no banco, em geral, você paga mais. Como os bancos sabem que as pessoas têm esse tipo de insegurança, eles se aproveitam de sua vantagem institucional para te cobrar até cinco vezes mais do que você deveria pagar.

Além disso, quando você se cadastra para realizar a compra dos títulos, você poderá ver seu extrato no próprio site do Tesouro, o que pode te dar mais segurança. Todos os meses, você vai receber por e-mail o seu extrato, do próprio Tesouro Direto.

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Espero ter esclarecido suas pricnipais dúvidas!
Até nosso próximo encontro!
um Abraço,

Márcia Rocha
Economista

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