segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Conversando sobre investimentos: Tesouro Direto

Olá, meninas!! 
Dando continuidade em nosssa conversas sobre economia, inicio hoje uma série de  textos sobre investimentos.
Mesmo com a crise que nosso país enfrenta, muitas pessoas começarão a receber esse mês o 13º salário e querem poupar para multiplicar esse dinheiro. Alguns também podem ter dinheiro parado na poupança ou recebido algum dinheiro proveniente de venda de imóveis, processos judiciais, heranças, enfim, sempre é bom saber o que fazer com seu suado dinheirinho!

Primeiramente vou falar sobre o investimento que vem crescendo em popularidade: o Tesouro Direto:

fonte: Tesouro nacional


O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a BMF&F Bovespa para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet.

Concebido em 2002, esse Programa surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos, ao permitir aplicações com apenas R$ 30,00. Antes do Tesouro Direto, o investimento em títulos públicos por pessoas físicas era possível somente indiretamente, por meio de fundos de renda fixa que, por cobrarem elevadas taxas de administração, especialmente em aplicações de baixo valor, reduziam a atratividade desse tipo de investimento.

O Tesouro Direto contribuiu para a diversificação e complementação das alternativas de investimento disponíveis no mercado, ao oferecer títulos com diferentes tipos de rentabilidade (prefixada, ligada à variação da inflação ou à variação da taxa de juros básica da economia - Selic), de prazos de vencimento e de fluxos de remuneração. Com tantas opções, fica fácil achar um título indicado para a sua necessidade.

Além de acessível e de apresentar opções de investimento que se encaixam aos seus objetivos financeiros, o Tesouro Direto oferece boa rentabilidade e liquidez diária, mesmo sendo a aplicação de menor risco do mercado.  

Representa, portanto, uma excelente oportunidade para você realizar seu planejamento financeiro sem complicação.

Os títulos públicos são instrumentos financeiros de renda fixa emitidos pelo governo federal. O objetivo do governo é obter dinheiro de qualquer pessoa ou empresa para financiar suas despesas. Ou seja, você “empresta dinheiro” ao governo e ele te devolve este montante depois de um tempo com um adicional de pagamento de juros, que é o seu retorno do investimento.

Todos os títulos do Tesouro Direto têm uma data de vencimento, que é a data em que o Tesouro Nacional quita suas obrigações financeiras com os investidores. É o dia do resgate do valor do título. Mas isso não quer dizer que você não possa sacar seu dinheiro antes. Sim, você pode.

Além de ser uma opção de investimento muito segura, o Tesouro Direto tem outras vantagens:

1- Desde 2015 o Tesouro passou a ter liquidez diária, ou seja, você pode vender seus títulos no mesmo dia em que decidir fazê-lo.

2- O Tesouro Direto permite programar o investimento, o que ajuda na disciplina para investir. Em contato com o banco ou com a corretora, você pode programar uma espécie de “débito automático”, ou “aplicação automática”.

3- O rendimento do investimento é bom. Como o Brasil tem atualmente uma alta taxa básica de juros (Selic) e também uma alta inflação, os títulos do Tesouro que acompanham Selic e inflação pagam bem.

4- É bem fácil de aplicar e você pode fazê-lo por conta própria. Você precisa apenas ter uma conta em um banco ou em uma corretora para começar.

Importante:
O site oficial do Tesouro Direto é bastante claro e explica detalhes sobre seu funcionamento. Você pode olhar os títulos atualmente disponíveis para compra, como o Tesouro IPCA+ (que antes se chamava NTN-B) ou o Tesouro Selic (que antes se chamava LFT). Não se assuste com os preços de compra, que superam os R$ 500. É possível comprar apenas uma fração dos títulos.


fonte: site dinheirama



Passo a Passo para iniciar seus investimentos em Tesouro Direto:

* Primeiramente, você precisa ter CPF e conta corrente em uma instituição financeira. 

* A partir daí, você deverá escolher uma instituição financeira, que pode ser um banco ou uma corretora, também chamada de agente de custódia, para intermediar suas transações com o Tesouro Direto.

* Entre em contato com a instituição financeira escolhida e solicite seu cadastramento. Você deverá fornecer a documentação necessária para que essa instituição abra uma conta em seu nome para operar com o Tesouro Direto.

* A partir disso, você receberá uma senha provisória da BM&FBovespa para o primeiro acesso à área restrita do Tesouro Direto, em que são realizadas as operações de compra e venda, assim como consultas a saldos e extratos.

* Troque a senha provisória por uma nova que deverá conter entre 8 e 16 dígitos, composta por letras, números e caracteres especiais. Pronto! Você já será investidor habilitado e poderá começar a investir.

* Agora, você precisa descobrir qual título é mais adequado para alcançar o seu objetivo financeiro. Para ajudá-lo nessa escolha, utilize a ferramenta Orientador Financeiro oferecida tanto no site do Tesouro Direto quanto na área restrita ao investidor. Definido o título adequado, basta efetuar a sua compra.


Espero que tenha ficado fácil para vocês entenderem.
Qualquer dúvida, podem escrever aqui nos comentários.
Amanhã responderei algumas aqui, num novo post.

Um abraço,

Márcia Rocha
economista











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