domingo, 22 de março de 2015

Os 4 pilares da disciplina infantil parte 1

Quando pensamos em disciplina, de um modo geral, pensamos em filhos obedientes. A gente vê uma criança obedecer sua mãe na rua ou no supermercado e pensamos: que disciplinado!
A disciplina realmente é intimamente ligada à obediência. O que difere a verdadeira disciplina do autoritarismo é o "porque" essa criança obedece. Se seu filho te obedecer por medo de represálias, isso não é disciplina! Logo ele crescerá e essa falsa "obediência" irá se tornar pura rebeldia. Agora se ele te obedece porque entende e acredita nas suas regras, isso é disciplina.
A disciplina significa uma série de regras para ajudar nossos filhos a entender e diferenciar o aceitável do não aceitável. O famoso certo e errado. Esse conjunto de regras deve ser ensinado à criança desde o seu nascimento. Seu filho deve ter claro em sua mente, como um guia, essas regras que incluem: limites, consequências, consistência e clareza.
Disciplina não se consegue com gritos, castigos físicos ou ameaças. Estabeleça as regras da sua casa e ensine ao seu filho porquê elas são importantes.
Seja firme, porém amável. Quando uma criança entende o porquê da regra e acredita nela, ela passa a cumprí-la automaticamente.

                   




1) LIMITES:

Os limites são de extrema importância para que haja o convívio em sociedade. Eles nos ajudam a saber até onde podemos ir, para não causar danos, nem prejudicar os outros.
Nossa tarefa consiste em preparar nossos filhos para que vivam em uma sociedade que também tem seus limites pré-estabelecidos (as leis), por isso eles devem aprender desde cedo, em casa, a seguir limites determinados por nós, seus pais.
As normas para estabelecer esses limites variam de família para família. Você precisa observar as regras que melhor se aplicam ao seu lar. Tenha sempre em mente que, os limites devem sempre proteger seus filhos e não perseguí-los, pois isso afeta diretamente a auto-estima da criança.
É extremamente importante que nossos filhos sintam que nossa maior preocupação é com o seu bem estar, que nosso papel é protegê-los, e que para isso criamos essas regras, para que eles fiquem à salvo dos perigos.
Quanto menor seu filho for, de mais limites ele precisa. Afinal corre mais riscos. Conforme ele for crescendo, as restrições diminuem e ele já terá interiorizado o que é aceitável ou não.
Um exemplo disso é a hora de dormir. Um bebê precisa dormir mais horas e mais cedo do que um adolescente. 


2) CONSEQUÊNCIAS:

Todo comportamento tem suas consequências. Por isso é fundamental que, gradativamente, a criança aprenda que: "se eu fizer isto, vai ocorrer aquilo"; "se não fizer, acontece outra coisa".
Ás vezes é importante deixar que a criança aprenda com base em suas próprias experiências, tanto as boas quanto as ruins. Por exemplo: "se você não cuidar das suas coisas, você pode perdê-las e ficar sem". Essas são consequências naturais dos atos infantis, devemos respeitá-las para que eles aprendam. Se seu filho quebrar um brinquedo e você imediatamente comprar outro, o que ele aprenderá? Aprenderá que não importa o que ele fizer de errado, você estará lá para recompensá-lo. É isso que você quer ensinar à seu filho?
Nossos filhos precisam ter clareza de que tudo que fazem resulta em algo negativo ou positivo. Assim compreenderão como funciona a vida e aprenderão a fazer boas escolhas.
A tendência dos pais é querer impedir que seus filhos vivenciem experiências ruins através da consequência dos seus atos. Mas isso só torna seus filhos inconsequentes, nada mais! E isso não é amor, muito menos educação.

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Volto amanhã com a parte 2.
super beijo,

Alyne



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